MBAJ apresenta: ARANDU ARAKUAA
- MBAJ

- 17 de fev. de 2023
- 2 min de leitura
Arandu Arakuaa é uma banda brasileira de metal com influências de música indígena e folclórica. O nome da banda em tupi-guarani significa "saber dos ciclos dos céus" ou "sabedoria do cosmos”.
Formada em Brasília em 2008, a banda hoje é composta por Zândhio Huku (vocais, guitarra, viola caipira, instrumentos indígenas, teclado), Andressa Barbosa - (baixo, vocais), Guilherme Cezario (guitarra, vocais de apoio) e João Mancha (bateria, percussão). A música é marcada por riffs de guitarra, vocal gutural e elementos da cultura indígena brasileira, como cantos e instrumentos tradicionais. A musicalidade da banda adquire tonalidade poética e cultural com letras nos idiomas Tupi, Xerente e Xavante, misturando assim uma língua do tronco Tupi-Guarani com o tronco indígena Macro-Jê. As letras e traduções são disponibilizadas nas páginas da banda e abordam o cotidiano das aldeias, os rituais de passagem e as lutas pela defesa do território. O fundador do grupo, Zândhio Huku, conta que a avó paterna é indígena e que nasceu e cresceu próximo de aldeias indígenas no estado do Tocantins, sempre tendo um contato estreito com o dia a dia deles. O compositor também é educador, atua na rede pública do Distrito Federal e firmou, dentro e fora da música, o compromisso em exaltar e divulgar as culturas e lutas dos povos originários do Brasil. O primeiro álbum da banda, intitulado "Kó Yby Oré", foi lançado em 2013 e recebeu críticas positivas da imprensa especializada. O álbum conta a história dos guaranis e aborda temas como a relação entre os indígenas e a natureza, a espiritualidade e a luta pela sobrevivência. O segundo álbum da banda, intitulado "Wdê Nnãkrda", foi lançado em 2015 e o álbum “Mrã Waze’’ em 2018. Zândhio conta ainda que encontrou certa resistência no meio do Metal: “Encontrei resistência desde o início por causa da minha origem e meu compromisso de falar da cultura indígena. Muita gente não entende isso e acha que fugimos demais da essência do estilo”.
“O forte da nossa vocalista (Nájila Cristina) é o gutural, uma técnica agressiva incomum para mulheres. Eu canto como um pajé, com voz mais rouca, e ainda temos um baterista negro. Além de mim, que nasci no Norte e sou descendente de índios, temos integrantes filhos de nordestinos. Tudo isso gera uma série de questionamentos por fugir do padrão do branquelo cabeludo” – diz Zândhio em entrevista para o site da BBC. Ouça a banda no Spotify!
Fontes: https://whiplash.net/materias/entrevistas/337298-aranduarakuaa.html https://www.bbc.com/portuguese/brasil-37593361 https://whiplash.net/materias/news_739/324882-aranduarakuaa.html













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